Riscos da tatuagem para quem sofre de Psoríase

A psoríase não é contagiosa, mas uma doença inflamatória crônica que afeta a pele e pode atingir também as articulações. Apesar de não ter cura, pode ser controlada com tratamentos. Entre as alternativas estão medicamentos orais, como imunossupressores e retinoides; ou de aplicação subcutânea ou intravenosa como os medicamentos imunobiológicos. Estes últimos são feitos a partir de células vivas (caso da produção de vacinas e insulina), a exemplo do etanercepte, que atua bloqueando o Fator de Necrose Tumoral – TNF (espécie de proteína que estimula a inflamação), produzido em excesso, e interrompem assim a cascata inflamatória que está associada à psoríase.

É fundamental que o paciente tenha acompanhamento de um médico e evite a automedicação, mesmo com cremes ou pomadas, que podem mascarar a doença e até gerar efeitos colaterais indesejáveis.

O preconceito é uma das principais consequências causadas pela doença, que é muito confundida com alergias ou micoses. Assim, a psoríase pode fazer com que pacientes se isolem para evitar situações constrangedoras no local de trabalho, de lazer ou esporte – já que a enfermidade provoca manchas, placas avermelhadas na pele e descamação.

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Psoríase e tatuagem: fazer ou não, eis a questão

Quem nunca teve vontade de fazer uma tatuagem, em alguma fase da vida? Até se chegar às vias de fato, há um caminho a percorrer: “é importante ter orientação de um dermatologista antes de se submeter a procedimentos como tatuagens ou piercings, independente de se ter psoríase ou não”, enfatiza a dermatologista Renata Magalhães, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Por isso, para quem tem a doença, é melhor avaliar com bastante critério os riscos e benefícios da tatuagem.

 

O principal risco seria o surgimento de lesões psoriáticas, provocadas por traumas – e, quando elas surgem devido a traumas, sejam químicos ou físicos, acidentais ou provocados, elas são denominadas fenômeno de Koebner. “A tatuagem não deixa de ser um trauma repetitivo, provocado por agulhas e introdução de pigmento na derme”, alerta a dermatologista. Vale lembrar também que essas medidas invasivas podem contribuir para ativar o sistema imunológico e causar uma série de outras reações inflamatórias.

 

“O importante é o paciente se conscientizar dos riscos”, explica Renata. A maioria dos dermatologistas não aconselha a tatuagem para pacientes com psoríase. Porém, nem todos apresentam o fenômeno de Koebner ou outras consequências e existem muitas pessoas que sofrem da doença e optaram por se tatuar. Como não há forma de proibir e a decisão final é do paciente, a médica lista abaixo algumas dicas para quem optar por expressar no corpo ideias, sentimentos ou apenas tem o desejo de enfeitar a pele.  Depois de feita a tatuagem, a qualquer sinal de lesão, o dermatologista deve ser procurado.

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 Psoríase e tatuagem: dicas para amenizar riscos e prejuízos

 

  • Procurar profissionais e estabelecimentos confiáveis: que obedeçam à regulamentação sanitária, possuam material de qualidade, descartáveis (agulhas, luvas) e esterilizados em autoclave.
  • Optar por desenhos de menor dimensão
  • Se possível, realizar um “teste”, tatuando uma pequena parte do desenho e observar se há alguma reação

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